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Conferência Família Sacerdotal

  • Foto do escritor: Comunidade Betesda
    Comunidade Betesda
  • 2 de dez. de 2024
  • 14 min de leitura



Bom dia! Bom estar aqui. Bom estar com vocês. Eu sou muito grato a Deus pela vida de vocês. E é muito fácil falar a Palavra aqui. É muito fácil. A sede de vocês tira da gente aquilo que Deus coloca. Então é muito bom.

Só um comentário a respeito de um assunto assim extemporâneo, um assunto que não tem diretamente nada a ver. Durante um tempo, eu comecei a estudar sobre raios. Raios. Tem um motivo. Depois, em outro momento, eu conto o motivo pelo qual estudei sobre raios. Não sei quantos aqui sabem, mas vocês devem saber que um raio, na realidade, são dois raios. Todo raio precisa de um raio aqui na terra que atrai o de cima. Normalmente, o que sai do chão para cima é invisível.


Normalmente, ele é invisível. O que vai de baixo para cima são duas cargas, negativas e positivas, não necessariamente positivo em cima e negativo embaixo. Mas o raio de cima só desce se houver um que o atraia. Deu para entender? Não? Então, gente, precisamos criar esse ambiente para Deus mandar o que a gente precisa. Não se esqueçam disso nunca. Não fiquem só dizendo: "Deus, manda". Tudo bem, Ele quer mandar, mas Ele quer que você crie esse ambiente. E esse ambiente é majoritariamente formado por um coração sedento, porque o coração sedento nunca será despedido vazio. Amém.



Então, agradeço a vocês por essa atitude de honra, respeito e carinho. Como eu falei, é muito fácil falar com vocês. E, ao mesmo tempo que é fácil, é complicado, porque a gente não pode falar qualquer coisa. Temos que falar o que Deus manda, porque vocês têm uma vontade grande de praticar. Então, temos que ser muito zelosos para falar só o que serve.


Eu queria, nesta manhã, antes de entrarmos na palavra propriamente dita, que vocês lessem um texto comigo em 1 Coríntios 14:26. Sei que vai ser projetado aqui, mas queria que vocês abrissem a Bíblia e lessem comigo.

A pergunta diz respeito à reunião: o que nós devemos fazer no que diz respeito à reunião? Essa é a pergunta, correto? E aí, qual é a resposta? Cada um tem. Cada um tem de perceber o verbo. E não é "cada um recebe"; é "cada um tem". Isso significa que, quando vocês vêm para cá, vocês já têm que trazer algo.


Vamos então nos movimentar. Saiam dos seus lugares. Orem e tragam uma palavra de Deus para alguém aqui hoje de manhã. Está escrito que vocês têm. Seja Deus verdadeiro e todo homem mentiroso. Então, se Deus falou que vocês têm, então vocês têm. Vamos. Saiam de seus lugares e entreguem uma palavra de Deus para alguém. Não fiquem parados. Vamos!


Se você entregou a palavra, pode voltar agora ao seu lugar. Amém. Graças a Deus! Agora, quem já deu a palavra, já orou com alguém, pode voltar.

Aleluia! Graças a Deus. O Senhor é bom. O Senhor é bom em todo o tempo. Ele é bom. Servimos a um Deus vivo, que fala. Não servimos a um ídolo. Servimos a um Deus que anda, um Deus que se move. Amém.


Quando você sair hoje dessa reunião, lembre-se: na próxima reunião, você terá que trazer algo. Pode se assentar. Quando os irmãos me convidaram para estar com vocês esses dias, comecei a me preparar, principalmente procurando escutar o Senhor. "O que o Senhor quer que eu fale ali em Goiânia?" Foi um tempo de procurar ouvir a Deus de madrugada, continuar orando. Quero dizer que nunca tenho certeza do que vou falar. Mas eu me preparo. Muitas vezes, cheguei no púlpito com tudo preparado e Deus falou: "Não é isso, é outra coisa." Então, perguntei: "Deus, por que não me avisou antes para eu não precisar estudar isso?" Ele respondeu: "Porque eu queria que você estudasse isso, mas quero falar outra coisa agora." Esse é o nosso Deus.


Nós precisamos adquirir o costume de vir para uma reunião trazendo algo, porque ninguém pode comparecer diante de Deus com mãos vazias. Sabe aquela história de "Eu vim buscar minha bênção"? Lembram desse cântico? É antigo.


Eu queria dizer para vocês que essa moda de vir buscar a bênção passou. Aliás, ela nunca esteve na moda, porque culto é um lugar onde você traz algo e, se Deus quiser, Ele fala. Deu para compreender isso? Então, não venha para uma reunião, seja com duas pessoas, 100 ou 300, com mãos vazias, porque o texto diz que você tem. Eu gosto muito de uma música do Daniel de Souza que fala: "Nós somos as tuas mãos, os teus pés, a tua boca e os teus olhos."

Como é a frase? "Os teus olhos à procura dos aflitos?" Então, quando você chegar a uma reunião ou a um grupo pequeno, preste atenção: quem ali está aflito? Quem está precisando de uma palavra? Amém? Porque você é um trabalhador na casa, um obreiro, um mordomo, um servo. Assistir é teatro, é filme, é jogo. Mas culto é participação. Amém?


Que Deus mude nossa mentalidade nesse sentido, porque nunca viemos para assistir culto. Está bom: assiste o culto? Não, eu presto culto. Bem, nesta manhã, eu gostaria de conversar com vocês sobre a ceia. O que é a ceia?

Ao longo da minha vida, entendi que há três assuntos que sempre precisamos estudar recorrentemente para trazer para o presente e para a prática. O primeiro é o batismo. Para muitos de nós, o batismo foi um acontecimento do passado. Mas o batismo é a nossa identificação com a morte de Cristo.


Aquele que foi batizado foi identificado na morte e na ressurreição. Assim como a morte, o batismo é um acontecimento, um fato, mas também um estado. Quem morreu, de fato, está morto. Então, precisamos trazer à consciência o batismo no dia a dia. Quando o inimigo tenta nos atacar, onde está nossa vitória? Na nossa morte. Porque já morremos e estamos crucificados com Cristo. O pecado já não tem domínio sobre nós.


Não estou dizendo que não pecamos, mas que o pecado, antes uma obrigação, hoje é uma opção. Quando o inimigo tenta você, há possibilidade de raciocinar, depender de Deus e fugir do pecado. Antes, éramos escravos do pecado. Hoje, proclamamos essa verdade: no batismo, fomos sepultados. O pecado não tem mais domínio, e nos levantamos identificados com a ressurreição de Cristo, para viver em novidade de vida, no poder da ressurreição. Então, o batismo não é algo do passado, mas tem efeitos hoje na nossa vida. Amém? Estamos batizados em Cristo.


A segunda doutrina importante é sobre finanças. Dinheiro, administração financeira. A Bíblia diz que o amor ao dinheiro é a raiz. Raiz fala de sustento, de alimento, de suprimento. O amor ao dinheiro é a raiz de quantos males? De todos. É um assunto importante. Muitos pastores, talvez eu ou esses dois aqui, evitam falar de finanças para não serem associados a pastores que não são dignos. Mas nós, como pastores, não temos a liberdade de evitar esse ensino. É um assunto grave.


As finanças mostram nossa identificação com nossa liderança. Paulo, em Filipenses 4, diz que quando os irmãos trouxeram ofertas, eles compraram ações do ministério dele, tornando-se participantes. Então, precisamos aprender. O dinheiro não é neutro. A riqueza não é neutra. Tanto não é neutra que o Senhor fala que ela pode ser um deus.

Por fim, a ceia. Se o batismo é nossa identificação com a morte de Cristo, a ceia é nossa identificação com o Corpo de Cristo. Hoje de manhã, quero trazer alguns pensamentos. O batismo é minha identificação com a morte e ressurreição de Cristo. Finanças são minha identificação com aqueles que cuidam de mim: pastores, servos de Deus. E a ceia é minha identificação com a Igreja, com o Corpo de Cristo.


Vamos à primeira carta de Paulo aos Coríntios, no texto clássico de 1 Coríntios 11:28: Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e coma deste pão e beba deste cálice. O texto é altamente positivo: examine e coma.

Quando Paulo nos exorta a nos examinarmos, o que ele quer que examinemos? Nós mesmos, mas o quê? Nosso coração? Se estamos em Cristo. Um texto precisa ser lido no contexto. E o contexto de 1 Coríntios 11:28 não é só os versículos ao redor, mas toda a carta.


Paulo escreveu essa carta por um motivo: ele recebeu uma notícia da família de Cloé, que relatou que havia contendas entre os irmãos. Por isso, ele escreve à igreja de Corinto, uma cidade filosófica e democrática, o que dificultava a entrada do Reino de Deus, porque onde há governo humano, não há governo de Deus. Dois tipos de reino não ocupam o mesmo coração.

Assim, quando Paulo chega, enfrentava desafios, como as preferências dos coríntios por pregadores específicos, que geravam divisões e desprezo por outros.


Eu não. Você não prefere duas coisas. Toda preferência tem uma renúncia. Você renuncia a outro para preferir. E a palavra aqui dissensão é muito interessante. Ela fala de esgarçamento. Se você observar essa palavra, ela não quer dizer ruptura total, mas sim um esgarçamento.


Quando você pega um tecido e o puxa, as fibras começam a se separar. É uma situação anterior ao rasgar do tecido. Essa igreja estava assim. Quando as preferências se instalam, o tecido começa a esgarçar. A princípio, não quebra ou divide, mas a separação se inicia. Um preferia Paulo: "Porque Paulo é o cara." Outro dizia: "Não, Apolo é muito melhor. Apolo tem eloquência, locução, demonstração." E ainda havia quem preferisse Pedro: "Pedro é mais sensível, ele é mais pastoral." Mas havia um outro grupo, o pior deles, que dizia: "Nós somos de Cristo."


Por que era o pior grupo? Porque quem é de Cristo é de Paulo, de Apolo e de Pedro. Quem é de Cristo não tem preferências. Amém? Então, quando você diz: "Eu prefiro este", está também dizendo: "Eu renuncio àquele. Eu me afasto daquele."

Isso foi gerando na igreja falta de poder, falta de graça, ao ponto de haver pecado que permanecia. Quando começa a haver um esgarçamento, ou mesmo antes da ruptura, a presença de Deus vai saindo. Onde os homens dominam, Deus se retira. Quando as preferências se instalam, o Espírito Santo perde espaço para atuar.


Essa carta tem esse pano de fundo. Em toda a carta, Paulo trata desse tema. No capítulo sete, ele fala de casamento. No capítulo dez, ele menciona o cálice dos demônios e o cálice do Senhor, dizendo que não se pode beber dos dois. No versículo 17 do capítulo dez, Paulo diz: "Conquanto somos muitos, somos um só pão." Essa é uma verdade fundamental.


Paulo usa a metáfora do pão para ilustrar a unidade. Para se fazer um pão, o trigo precisa ser moído. A unidade só acontece quando passamos pelo processo de moagem. Primeiro vem a moagem, depois a mistura, a água, o cilindro, e finalmente o forno. Só então o pão está pronto. Mas temos dificuldade já na primeira etapa, pois ninguém quer ser moído. Amados, a igreja é lugar de moagem. Não podemos permanecer como grãos inteiros.


Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica só. Mas, se morrer, dá muito fruto. Paulo nos lembra que somos um só pão, alimento para as nações. E as nações comerão de nós. Devemos nos submeter à moagem de Deus.

Esse versículo é central para a carta. Ele é a base. Quando Paulo diz: "Examine-se o homem a si mesmo", a partir do versículo 17, ele quer que nos perguntemos: "Já fui moído? Já estou misturado? Já me envolvi com os outros membros do corpo de Cristo?"

Muitas vezes trazemos à igreja uma mentalidade individualista, quase católica romana, onde confessamos nossos pecados apenas de forma introspectiva. Mas o espírito da Ceia é coletivo. O exame pessoal não é apenas sobre pecados individuais, mas sobre o relacionamento com a Igreja. Como estamos em relação à Igreja? Com preferências? Com rechaços? Com divisões?


Hebreus 10 nos exorta a praticar boas obras, amar e congregar. Ele adverte: "Quanto mais vedes que o fim se aproxima." Pecar deliberadamente, ou seja, não amar, não praticar boas obras e não congregar, é algo grave.

Por isso, ao lembrar que alguém tem algo contra nós, devemos deixar a oferta no altar e buscar a reconciliação. A palavra reconciliar significa restaurar a amizade que existia antes. Não é um pedido de desculpas superficial, mas uma verdadeira restauração. Quem é bom em justificativas não é bom em arrependimento.


Como dizia o Cristo, "quem tem que morrer, morre logo; não fique moribundo." Para Deus, a comunhão é mais importante que o culto; o relacionamento, mais valioso que a oferta.


Amém. Vamos voltar para 1 Coríntios 11. O texto dessa carta, um capítulo especial, trata da ceia de forma prática e profética. Ele nos ensina que, ao celebrar a ceia, fazemos isso em memória do Senhor. Olhamos para o passado, lembrando o que Jesus Cristo fez e o preço que Ele pagou por nós.


Nosso coração se enche de profunda gratidão, pois estamos aqui somente por causa da morte de Jesus Cristo. Devemos ter um coração grato o tempo todo. Confesso que a ceia sempre me desperta sentimentos antagônicos: uma profunda alegria por repartir e uma tristeza pelo grande preço que Jesus pagou. É uma confusão de sentimentos que carrego. A ceia fala do passado – “Fazei isto em memória de mim” – mas também do futuro, anunciando que um dia sentaremos com Ele para celebrar a Páscoa no Seu Reino, e nunca mais nos levantaremos dessa mesa.


Além disso, a ceia tem um aspecto didático: ensina como nos comportar e como ter uma vida de comunhão. Leia comigo o versículo 20: “De sorte que, quando vos ajuntais no lugar, não é para comer a ceia do Senhor...” No versículo 21, Paulo diz: “Porque, comendo, cada um toma antecipadamente a sua própria ceia.” Isso significa transformar a reunião em algo particular, o que não deve acontecer. Ele continua dizendo: “Um tem fome e o outro se embriaga.” No versículo 33, Paulo exorta: “Porque, meus irmãos, quando vos ajuntardes para comer, esperai uns pelos outros.” Mas o que significa “esperar”? Será que é todos pegarem o pão ao mesmo tempo e mastigarem sincronizadamente? Não é isso.


Talvez Paulo esteja falando dos débeis na fé, dos mais fracos, dos que não conseguem acompanhar. Uma figura que me impacta sobre esperar uns pelos outros é a história de Jacó. Quando ele saiu de casa após a situação com Esaú, Jacó fez uma oração dizendo: “Senhor, se me permitires voltar em paz, eu te darei o dízimo de tudo o que eu tiver.” Ele saiu de casa com quase nada, apenas um bordão. Essa oração, feita com o desejo de paz, levou 21 anos para ser respondida. Quando Jacó voltou e encontrou Esaú, ele preparou presentes e mandou pessoas à frente para tentar apaziguar a situação. Ao ver Esaú, Jacó disse que viu o rosto de Deus.


Esaú o convidou para seguir com ele, mas Jacó respondeu: “Não posso, porque tenho crianças pequenas e ovelhas frágeis. Se eu apressar o passo, matarei as crianças e as ovelhas.” Jacó renunciou à pressa e à companhia imediata de Esaú para cuidar dos mais fracos. É isso que Paulo está nos dizendo: devemos esperar pelos mais fracos e suportar uns aos outros.


Que Deus nos ajude a sustentar uns aos outros, a perceber os aflitos, os abatidos, aqueles que chegam desanimados. Precisamos ser instrumentos de apoio, levantando os caídos, abraçando e sustentando uns aos outros. É isso que Paulo quer dizer quando afirma que devemos examinar a nós mesmos. Ao examinarmos, cooperamos e esperamos uns pelos outros. Examine-se, mas participe. Muitos se examinam e, ao se perceberem em pecado, decidem não participar da ceia, o que é um erro.


Qual é o único remédio que purifica nossos pecados? O sangue de Jesus. Então, ao perceber pecados, participe! Decidir não participar seria como dizer: “Não vou ao médico porque estou doente” ou “Não vou tomar banho porque estou sujo.” Se reconhecemos problemas em nossa vida, devemos nos aproximar de Cristo, comer e beber, pois é no contexto da comunhão que o sangue de Jesus nos purifica.


O sangue de Jesus opera em comunhão. Ele não é como algo etéreo flutuando ao nosso redor. O sangue flui entre nós, no corpo de Cristo. A Palavra diz: “Se andarmos na luz, como Ele está na luz, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado.” A purificação acontece na comunhão. Se nos afastarmos, não experimentaremos essa purificação.


Congregar não é apenas visitar igrejas de vez em quando. Congregar significa pertencer a uma família espiritual, ter um lugar onde prestamos contas, somos corrigidos, animados e exortados. Quando visitamos, não experimentamos isso completamente. Precisamos ser parte de um corpo, pois a Palavra de Deus nos adverte: “Não deixemos de congregar, como é costume de alguns, antes façamos isso tanto mais quanto vedes que o dia se aproxima.” Examine-se: você tem pertencido a uma igreja? Tem se relacionado com os irmãos?


Moisés, em Números 9, ensina que a única razão válida para não participar da ceia é estar de viagem. Fora isso, não há justificativa. Não participar é tratar o pão e o vinho como elementos comuns, o que é blasfêmia. Moisés diz que aquele que, estando na cidade, não participa da ceia, deve ser eliminado do meio do povo. A ceia fala da unidade da Igreja, produzida pela morte de Jesus Cristo. Desprezar isso é dizer que o sacrifício de Cristo não tem valor.

Por isso, muitos entre nós estão doentes, fracos e alguns dormem espiritualmente, por falta de entendimento. Que Deus nos ajude a compreender a seriedade da ceia e a honrar o sacrifício de Cristo. Amém.


Por que não se examinam? Por que não compreendem o que é a ceia? Porque, se eu compreendo o que é a ceia, eu vou estar em comunhão com os irmãos e vou receber vida de vocês. Quem trabalha na área de saúde, pode explicar o que o sangue faz no corpo humano?

O que é que o sangue faz no corpo humano? Ele nutre, purifica, defende. Podemos viver sem sangue? E onde está o sangue? No corpo.

É simples. Quando você diz: “Eu vou me afastar”, você está renunciando à vida. Ou não somos o corpo de Cristo? Mas nós não somos o corpo de Cristo? O que o Senhor anuncia na Palavra não é verdade? Ele diz que nós somos o Seu corpo.


Realmente, eu gostaria de ter mais tempo para entrarmos nisso, mas você percebeu que, logo depois que ele fala sobre a ceia, no capítulo 12, ele entra nos dons espirituais? Mudou de assunto?

E por que não mudou de assunto? Porque, quando praticamos os dons espirituais, estamos permitindo que o Espírito flua de um para o outro: nutrindo, purificando, levando saúde. Os dons espirituais são a manifestação da Trindade na vida da Igreja. Quem pode abrir mão disso?


Gaste um tempo estudando esse assunto, lendo sobre isso. Quando você entra nos dons espirituais, está dizendo: “Eu vou abençoar meus irmãos.” Por isso, quando sair de casa, traga algo. Quando você traz algo para o Senhor, você traz para os irmãos. Deus não precisa de nós, mas os irmãos precisam.

E quando você serve ao irmão, você está servindo a Deus. É impossível servir a Deus sem servir ao irmão.


Examine-se. Não se isole. Quando você se isola, corta a comunicação. Você já viu o que acontece no hospital quando colocam um garrote no braço? Ele impede o sangue de fluir. Não retenha o sangue no corpo de Cristo. Deixe o Espírito Santo fluir.

Pratique os dons, porque os dons são o Espírito Santo fluindo no corpo.


Vamos agora para Êxodo 12, onde tudo começa. Êxodo 12 fala da Páscoa. A Páscoa é a sombra da ceia, o que se praticava no Antigo Testamento apontando para a ceia. O Senhor falou a Moisés e Arão no Egito, dizendo que aquele seria o princípio dos meses, o primeiro mês do ano.

A Páscoa marca o início de uma nova vida, uma nova história. Cada vez que celebramos a ceia, celebramos a renovação da nossa vida, uma nova experiência com o Senhor. O sangue de Cristo sempre nos renova.


O versículo 3 diz: “Falai a toda a congregação.” A ceia não é para uma parte, mas para o todo. Nesse ambiente, eu sinto alegria por celebrar com meus irmãos, mas também tristeza por ainda não poder celebrar com todos. Mas vai chegar o dia em que estaremos diante do Senhor, todos juntos.

Outro ponto: aos dez dias do mês, tomem um cordeiro para cada família. A celebração da ceia começa em casa. Você tem celebrado a ceia em casa, com sua família? Ensine seus filhos sobre o significado da ceia. Igreja não é reformatório de crianças; o ensino começa no lar.


Se a família for pequena, chame outra família. O cordeiro sempre será maior do que a nossa família; precisamos de outras para compartilhá-lo.

A ceia nos lembra que somos peregrinos, que estamos partindo para uma nova terra. Ela nos ensina sobre prontidão e a viver com propósito.

O sangue do cordeiro nas portas proclamava: “Nós somos a nação do Senhor.” O sangue nos dá identidade. Não somos um povo qualquer; somos a nação santa, que aguarda a vinda do Senhor.


Examine-se e coma com um coração de nova aliança. Adore ao Senhor pelo privilégio de sentar à mesa com Ele.

A mesa do Senhor esconde nossas imperfeições, nossos defeitos, e nos permite estar em comunhão com Ele.

Tire um tempo para se examinar, colocando em ordem o que está fora do lugar: seu compromisso com Deus e com a Igreja.


Mensagem ministrada na Comunidade de Cristão Betesda na manhã de domingo em 01 de dezembro de 2024 por Jamê Nobre




 
 
 

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