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Números 21:5-9 - Olhai Para a Cruz

  • Foto do escritor: Comunidade Betesda
    Comunidade Betesda
  • 23 de dez. de 2024
  • 10 min de leitura

Vamos meditar um pouquinho nas Escrituras mais uma vez, e eu queria que você, mesmo assentado, inclinasse sua cabeça. Vamos orar ao Senhor.

Senhor Jesus, nós te louvamos e te agradecemos por essa oportunidade que o Senhor nos concede de compartilhar e ouvir a Tua Palavra. Que nesta manhã, como já foi dito aqui, o Senhor venha sobre nós. Que aquilo que vem de Ti, Pai, entre no mais profundo do nosso ser. Queremos receber tudo o que o Senhor tem para nós. Que as Escrituras ganhem forma diante de nós e que a Tua Palavra alcance os nossos corações, de modo que possamos enxergar a Tua vontade.

Jesus, obrigado por essa manhã. Que o Teu nome seja glorificado. Amém. Glória a Deus!

Você pode abrir a sua Bíblia?


Vamos ler alguns textos nesta manhã. Por favor, abra no livro de Números. Vamos iniciar lendo um texto em Números 21.

A Palavra do Senhor diz assim:

"Quando o rei cananeu de Arade, que vivia no Neguebe, soube que Israel vinha pela estrada de Atarim, atacou os israelitas e capturou alguns deles. Então Israel fez este voto ao Senhor: 'Se entregares este povo em nossas mãos, destruiremos totalmente as suas cidades.' O Senhor ouviu o pedido de Israel e lhes entregou os cananeus. Israel os destruiu completamente, a eles e às suas cidades. Por isso o lugar foi chamado Horma."

"Partiram eles do monte Hor, pelo caminho do mar Vermelho, para contornarem a terra de Edom. Mas o povo ficou impaciente pelo caminho e falou contra Deus e contra Moisés, dizendo: 'Por que vocês nos tiraram do Egito para morrermos no deserto? Não há pão, não há água, e nós detestamos essa comida miserável.' Então o Senhor enviou serpentes venenosas que morderam o povo, e muitos morreram. O povo foi a Moisés e disse: 'Pecamos quando falamos contra o Senhor e contra você. Ore pedindo ao Senhor que tire as serpentes do meio de nós.' E Moisés orou pelo povo."

"O Senhor disse a Moisés: 'Faça uma serpente e coloque-a no alto de um poste. Quem for mordido e olhar para ela viverá.' Moisés fez então uma serpente de bronze e a colocou num poste. Quando alguém era mordido por uma serpente e olhava para a serpente de bronze, permanecia vivo."


Irmãos, eu gosto de olhar para a história do povo de Israel e ver como o que Deus fez no meio deles reflete também as nossas vidas. É interessante notar como, desde o momento em que esse povo foi escolhido pelo Senhor até os eventos que acompanhamos na Escritura, há altos e baixos. Esse texto que lemos retrata um momento marcante: eles estavam no período entre o Egito e Canaã, saindo de uma condição de escravidão até a terra prometida.


Durante essa jornada, enfrentaram muitos desafios, como vemos nesse relato. O povo, em alguns momentos, tomou atitudes de fé e viu a mão de Deus agir, mas, em outros, mostrou ingratidão e impaciência. No início do texto, vemos que eles fizeram um voto ao Senhor, pedindo ajuda contra o rei de Arade, e Deus respondeu ao clamor deles, concedendo vitória.


Contudo, logo após esse momento de vitória, o povo se impacientou e começou a reclamar. Eles não só ficaram descontentes, mas também desprezaram o maná que Deus providenciava, chamando-o de "comida miserável". Essa atitude de ingratidão é alarmante, pois o maná era um sustento diário milagroso.

O que podemos aprender disso? Muitas vezes, mesmo após recebermos algo de Deus, permitimos que a impaciência e a insatisfação dominem nossos corações. Precisamos vigiar para não cair no mesmo erro, esquecendo o cuidado de Deus em nossas vidas.

Que possamos ser gratos e pacientes, confiando no tempo do Senhor e no sustento que Ele nos dá.


Hoje olha que eu tenho. Tem o maná, só o maná, só essa porção que o Senhor me dá. Mas quando eu vivia lá, lá eu tinha pepinos, Deus, eu tinha cebola, Deus, lá tinha alho-poró. Oh, que coisa mais boa! O povo, olhando para um contexto natural e falando para Deus que estava sentindo saudade de um tempo de escravidão. E a nossa atitude muitas vezes é como a do povo de Israel: reclamar, murmurar pelo caminho, e não querer as coisas do Senhor, não é diferente.


É como se nós estivéssemos diante do Senhor dizendo: "Deus, eu sinto saudade de um tempo onde eu era escravo. Eu sinto saudade de um tempo onde eu estava cativo sob outro povo. Mas eu prefiro aquele tempo do que este tempo que estou com o Senhor." Irmãos, nós fazemos isso constantemente, como eu disse.


A diferença é que o nosso contexto natural é outro. Mas sabe o que é estranho? Porque aquele povo estava iludido. Essa mesma ilusão vem perpetuando dentro das igrejas, no nosso meio, daqueles que temem ao Senhor, de achar que um tempo antes, antes do Senhor, era um tempo melhor do que o tempo que estamos com o Senhor.


A gente olha para as coisas naturais. Isso tem que trazer temor para os nossos dias, para as nossas vidas. E aqui, mais do que isso, nós temos o povo reclamando. E especificamente, eu quero que você observe e grave no seu coração: o povo reclamando do maná. Mas aqui, irmãos, o maná é uma simbologia do próprio Cristo humanado.


No deserto, foi um pão que veio do céu. Era uma porção diária. E olha que bondade de Deus, irmãos! O Senhor diariamente trazia uma porção para aquele povo se alimentar. Mas quando olhamos as Escrituras ligando o Antigo Testamento e o Novo Testamento, vemos que o maná é uma simbologia de Jesus.


Olha só, Neemias 9:15 diz: "Na fome, deste pão do céu e, na sede, tiraste para eles água da rocha." João 6:51 diz: "Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Se alguém comer deste pão, viverá para sempre. Este pão é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo." Então, irmãos, aquele povo, ao reclamar de uma porção de Deus, era como se estivesse reclamando do próprio Deus, o maná, como forma de alimentar eles no deserto.


Mas entenda também este maná como o próprio Cristo, que é o meu alimento e o seu. Nessa atitude desse povo, ao reclamarmos do Senhor, ao reclamarmos da provisão do Senhor, não estamos reclamando de um pão num período de deserto, mas do próprio Cristo. Quando rejeitamos aquilo que Deus tem para as nossas vidas, a porção de Deus, estamos olhando para o Senhor e reclamando da pessoa de Jesus, da figura daquilo que Ele representa para nossas vidas. Isso me traz muito temor de olhar para a minha vida e pensar: "Meu Deus, quantas coisas eu reclamo!" Poderia dar uma lista, mas acredito que todos nós temos uma lista de quantas coisas reclamamos, e eu falo coisas que vêm do Senhor.


Eu não estou falando de coisas ruins. Assim, muita gente também reclama. Estou falando, às vezes, das porções de Deus que reclamamos porque não é exatamente como queremos. O fato de não ser como nós queremos muitas vezes gera insatisfação: "Deus, eu não gosto. Ah, não, Deus, não está legal, não está bom."


Seguindo no texto, chegamos naquele momento que escandaliza as nossas vidas. O que acontece? O Senhor enviou serpentes venenosas para morderem o povo, e muitos morreram. O povo foi a Moisés e disse: "Pecamos quando falamos contra o Senhor e contra você. Ore pedindo ao Senhor que tire as serpentes do nosso meio." Moisés orou pelo povo.


Aqui é o ápice do momento ruim do povo. Aquela reclamação gerou uma consequência naquele contexto que estavam vivendo. Aquele povo estava no deserto, e não era fácil. O contexto natural já era muito difícil para seguirem até Canaã. Para piorar, o povo reclama, e o Senhor intervém castigando aquele povo. Deus envia serpentes venenosas. Essas serpentes começam a picar as pessoas, e muitas morrem. Desesperados, o povo vai até Moisés, reconhecendo seus erros: "Moisés, pecamos contra você e contra o Senhor. Ore para que Deus tire essas serpentes."


Mais uma vez, Moisés ora, e Deus, em Sua misericórdia, dá uma resposta surpreendente. Ele ordena que Moisés faça uma serpente de bronze e a coloque no alto de um poste. Quem for mordido e olhar para ela viverá. Parece uma solução estranha, mas é uma poderosa figura. A serpente, que representa maldição, e o bronze, que simboliza juízo, juntos apontam para Cristo na cruz: aquele que se fez maldição por nós para nos trazer vida.


O Senhor permitiu, Deus permitiu que fosse dessa forma. Mas aqueles que olham para a cruz não só são curados, mas são salvos. É interessante porque esse olhar não é apenas um olhar natural ou visual, até porque não temos Jesus crucificado diante de nós para olharmos fisicamente. Esse olhar vai muito além disso.


Hebreus 12:1-2 diz assim: "Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos com perseverança a carreira que nos foi proposta, olhando firmemente para o autor e consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus."


No texto de Números que lemos no início, a palavra "olhar" ali, no original, é interessante. Em minha primeira ministração aqui, falei exatamente sobre essa palavra. No original hebraico, ela significa considerar, perceber, aprender a respeito, observar, vigiar, descobrir. Já no texto de Hebreus, no grego, a expressão "olhar firmemente" no original é "aphorao", que significa ver com os olhos, ver com a mente, perceber, conhecer e dar atenção.


Muito mais do que olhar com os olhos, olhar para a cruz é considerar, perceber e dar atenção ao que Cristo fez por nós. É ter um olhar que percebe e reconhece o sacrifício de Jesus e a obra realizada naquele lugar.

Olhar para a cruz, assim como olhar para a serpente levantada no deserto, significa reconhecer que estávamos sob maldição, que havia um juízo, mas Deus proveu algo que nos trouxe libertação. Ao olharmos para a cruz, entendemos que havia uma maldição – o pecado – e que a atitude de Jesus naquele lugar foi de grande generosidade, porque não merecíamos o que Ele fez.


Quando Deus levantou Jesus no Calvário, precisamos entender que aquele lugar cabia a nós. A cruz precisa representar uma obra de identificação. Devemos olhar para Cristo e reconhecer que Ele assumiu o nosso lugar, numa atitude de substituição por amor às nossas vidas.


Há uma canção que diz: "Ao olhar para a cruz, eu entendo o amor derramado ali por mim, sacrifício de sangue por um pecador. Eu não sou merecedor, mas a Sua graça me alcançou." A cruz oferece uma solução eterna, ao contrário da solução passageira que a serpente de bronze representou. A obra da cruz é eterna, refletindo sobre nós hoje e até a eternidade.


Para o mundo, a cruz é escândalo e loucura, mas para nós, que somos salvos, ela é o poder de Deus. Precisamos olhar para a cruz e entender a obra do sangue, das feridas, da angústia e enxergar a glória na entrega de Jesus.

Thomas Dubay chama a cruz de "o esplendor consumado em um monstruoso horror". De fato, aos olhos humanos, a cruz foi um horror, mas para nós, é glória. Ao olhar para a cruz, vemos a glória do Pai refletida no Filho.

Os Morávios, conhecidos pelo movimento de avivamento, tinham o evangelho da cruz como centro. Para nós, o evangelho também deve ter a cruz como fundamento, pois é ali que encontramos redenção.


Olhar para a cruz não é apenas um ato visual ou uma lembrança histórica. É compreender o que Jesus fez por nós. Mesmo nos dias de hoje, muitas vezes não entendemos a grandiosidade da cruz, vivendo desapercebidos da obra do Cordeiro.

Precisamos permitir que essa mensagem queime em nosso interior diariamente, reacendendo em nós a verdade do sacrifício de Jesus. É isso que nos faz caminhar, motivados não por coisas naturais, mas por aquilo que é eterno.

A obra da cruz é o que temos de mais precioso. E isso ninguém pode tirar de nós.


E isso ninguém muda porque é o seu contexto natural. Ele pode mudar. Hoje pode estar tudo bem, amanhã não, depois de amanhã, talvez melhor ou pior. Isso pode acontecer. Mas a obra de Cristo, a entrega dele, é a representação disso na sua vida, não muda e não tem quem seja capaz de mudar isso.

Isaías 45. Abra sua Bíblia comigo, Isaías 45:21-23.Vamos ler esse texto? Vou abrir na minha Bíblia também.


Isaías 45:21: "Anunciai e chegai-vos, e tomai conselho todos juntos. Quem fez ouvir isso desde a antiguidade? Quem desde então anunciou? Porventura não sou eu o Senhor? Pois não há outro Deus senão eu, Deus justo e Salvador, não há além de mim. 22 Olhai para mim e sereis salvos, vós todos os termos da terra, porque eu sou o Senhor, e não há outro. Por mim mesmo tenho jurado, já saiu da minha boca a palavra de justiça e não tornará atrás: que diante de mim se dobrará todo o joelho, e por mim jurará toda a língua."

Filipenses 2. Lá no Novo Testamento, vamos ler mais um texto. Filipenses 2:9-11: "Por isso também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, dos que estão nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai."


Sabe o que eu acho maravilhoso, irmãos? A completude da Palavra do Senhor no Antigo e no Novo Testamento. O Senhor, lá em Isaías 45, traz uma promessa daquilo que ia acontecer: que aqueles que olhassem para Ele alcançariam salvação, e que em algum momento todo joelho se dobraria e toda língua confessaria. Em Filipenses, um outro homem de Deus, escrevendo em outro momento, Paulo, declara que ao nome do Senhor todo joelho se dobrará, e toda língua confessará que Cristo é o Senhor.


Irmãos, precisamos olhar para a cruz e considerar o Senhor. Quero terminar dizendo para que você olhe para a cruz e através dela. Ao olhar para a cruz através da cruz, olhamos para Jesus e consideramos quem Ele é. Enfatizo isso, irmãos, porque na época de Jesus, morrer crucificado era uma das mortes mais vergonhosas daquele contexto. Os homens mais desprezíveis e com as piores condenações morriam dessa forma.

Jesus não precisava passar por isso, mas Ele se fez maldição por nós para estar naquele lugar. Ele não precisava, irmãos, mas foi essa atitude que deve alcançar nossas vidas e nosso evangelho hoje.


Se você está aqui, considere a obra de Jesus sobre a sua vida, a entrega de Jesus. Perceba a cruz e o sacrifício de outra forma. Carregue o evangelho daqui para frente de maneira que isso transforme seu caminho, suas ações e seus dias.

Não é algo emocional, mas algo que gera transformação interior. É algo que te toca e faz querer agir e ser diferente, porque Ele fez algo por nós. Sua entrega precisa fazer sentido em nossas vidas.


Mensagem ministrada na Comunidade de Cristão Betesda na manhã de domingo em 22 de dezembro por Alehandro Henrique

 
 
 

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