top of page

Peregrinando em Gerar: Lugar para Desenterrar Poços

  • Foto do escritor: Comunidade Betesda
    Comunidade Betesda
  • 21 de jan. de 2025
  • 14 min de leitura



"Apareceu-lhe o Senhor e disse: Não desças ao Egito. Fica na terra que eu te disser. Habita nela, e serei contigo e te abençoarei, porque a ti e à tua descendência darei todas essas terras, e confirmarei o juramento que fiz a Abraão, teu pai. Multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus e lhe darei todas essas terras. Na tua descendência serão abençoadas todas as nações da terra, porque Abraão obedeceu à minha palavra e guardou os meus mandamentos, os meus preceitos, os meus estatutos e as minhas leis."


Bom dia, irmãos! Estou aqui com vocês mais uma vez. Que bom que você está aqui também nesta manhã. Vamos meditar um pouquinho nas Escrituras, e eu creio que o Senhor já tem falado conosco desde o início deste século. Se você já está com o coração aberto, nada melhor que um momento como esse que tivemos agora de louvor, onde podemos exaltar e glorificar o nome do Senhor, dizer que Ele é bendito, que Ele é bem-vindo, e adorá-Lo.

E acredito que, assim como fizemos até aqui, nessa palavra o Senhor será exaltado. Amém? Feche seus olhos, vamos fazer uma oração antes de começarmos.

Senhor Jesus, eu te louvo e agradeço pela oportunidade de estar aqui nesta manhã. Agradeço por poder compartilhar as Escrituras. Que o Senhor continue a boa obra em nossas vidas. Que a sua Palavra encontre espaço em nós, e que o Senhor tenha liberdade de ministrar e falar aquilo que deseja. Estamos aqui, Jesus, e queremos te ouvir. Abrimos mão das nossas necessidades, confiando que o Senhor, soberano e que sabe todas as coisas, ministrará o que realmente precisamos. Tenha liberdade aqui, em nome de Jesus. Amém.

Abra sua Bíblia comigo no livro de Gênesis, capítulo 26. Vamos iniciar lendo um texto. Acompanhe comigo. Amém? Vamos começar no versículo 2:

"Apareceu-lhe o Senhor e disse: Não desças ao Egito. Fica na terra que eu te disser. Habita nela, e serei contigo e te abençoarei, porque a ti e à tua descendência darei todas essas terras, e confirmarei o juramento que fiz a Abraão, teu pai. Multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus e lhe darei todas essas terras. Na tua descendência serão abençoadas todas as nações da terra, porque Abraão obedeceu à minha palavra e guardou os meus mandamentos, os meus preceitos, os meus estatutos e as minhas leis."

Isaque, pois, ficou em Gerar.

Temos aqui um fragmento das Escrituras que conta, não só neste capítulo, mas em todo o contexto de Gênesis, sobre a história dos patriarcas. Começamos com Abraão, o homem escolhido pelo Senhor para formar um povo que seria Seu povo. Quando lemos sobre Isaque, é comum lembrarmos da história do sacrifício, quando Abraão, em obediência ao Senhor, quase ofereceu seu filho.

Mas este trecho nos mostra Isaque em outra perspectiva: um homem recebendo direção do Senhor. É interessante porque, entre os patriarcas, Isaque tem menos destaque nas Escrituras. Contudo, este momento específico revela algo poderoso. Ele não é mais apenas "o filho da promessa", mas alguém com responsabilidade sobre uma palavra divina.

Neste capítulo, Isaque enfrenta uma situação semelhante à de seu pai: fome na terra, algo que o obrigava a migrar em busca de recursos, algo comum naquele contexto histórico. Abraão já havia passado por isso e vivido experiências difíceis no Egito. Agora, Isaque recebe uma orientação específica de Deus:

  1. "Não desça ao Egito" - Isso fala de santidade, separação.

  2. "Habita onde eu te disser" - Um chamado à obediência.

  3. "Peregrina nesta terra" - Um convite à perseverança.

A reação de Isaque é crucial. Ele poderia ter desobedecido, mas escolheu seguir a direção divina e permaneceu em Gerar. Isso nos ensina algo sobre a fé: muitas vezes, Deus nos direciona para caminhos que, aos olhos humanos, parecem ilógicos. Gerar parecia um lugar improvável, mas era a escolha de Deus para Isaque.

Quantas vezes em nossa vida o Senhor nos dá uma direção que parece sem sentido? Contudo, ao obedecermos, descobrimos que é nesse caminho que Ele manifesta Seu propósito.


Eu posso dar um exemplo da minha vida. Eu me lembro quando tinha acabado de sair do ensino médio, nesse período que alguns estão aqui, dos mineiros, vestibular. Naquela época, eu também tinha feito o Enem e a inscrição para concorrer a algumas bolsas. Além disso, fiz alguns outros vestibulares e estava naquela espera, naquela aflição. Quando saiu o resultado da primeira etapa, eu tinha feito a inscrição na minha primeira opção, que era o curso que eu queria: engenharia. Minha segunda opção era arquitetura.

Eu acho que eram três opções. Eu sei que coloquei engenharia, arquitetura e, talvez, engenharia de novo, distribuídas nos horários ou faculdades que eu queria. Eu me lembro que, quando saiu o resultado pela primeira vez, a minha primeira opção, engenharia, não foi aprovada, mas a segunda, arquitetura, sim. Naquela época, se você fosse aprovado na segunda opção e não aceitasse, não podia mais concorrer, porque já havia recebido a bolsa para a qual se inscreveu. E, na época, arquitetura também era um curso próximo do que eu queria, e era uma bolsa 100%. Pensei: "Vou fazer".

É engraçado porque, apesar de não me lembrar dos detalhes, lembro que o Senhor falou para mim: "Não, você não vai fazer". Minha primeira reação foi um choque interno: "Mas como assim? Vou para onde, então?" Naquele momento, não tinha outra opção. Como eu explicaria para meus pais que, apesar de ganhar a bolsa, eu não ia cursar? Foi um momento muito difícil, pois era uma direção que parecia sem sentido: abrir mão de um curso bom, uma bolsa integral, em uma faculdade boa.

Ainda assim, obedeci. E é engraçado como, com o tempo, vamos entendendo as coisas do Senhor. Naquele mesmo ano, minha irmã também havia feito inscrição para concorrer às bolsas nos cursos que ela queria. Na primeira chamada, a primeira opção dela, arquitetura, não saiu. Não foi contemplada em nenhuma das três opções. Mas alguém desistiu de arquitetura na mesma faculdade, e, na segunda chamada, ela conseguiu a bolsa para arquitetura. Minha irmã cursou, se formou. É engraçado como algo que, à primeira vista, parece não fazer sentido, já era Deus abençoando nossa casa indiretamente.

A ênfase que quero dar é que, muitas vezes, o Senhor traz direções às nossas vidas que não fazem sentido naquele momento. Obedecer, mesmo que pareça sem lógica, sempre é a melhor escolha. Se o Senhor traz uma direção, obedeça. Mesmo que pareça ilógico ou difícil, faça, porque Ele é soberano e sabe o que é melhor para nossas vidas.

No caso de Isaque, ele olhou para a possibilidade de ir para a região que Deus indicou, e, aos olhos humanos, parecia sem sentido. Aquela cidade era habitada pelos filisteus, inimigos históricos de Israel. Geograficamente, era uma região entre dois desertos: o de Cades e o de Sur. Como poderia Deus mandar Isaque para um lugar assim? Um lugar de inimigos, uma região aparentemente sem recursos?

Mas, apesar das características naturais, aquela região era fértil e bem regada. Mais importante do que as condições naturais, aquele era o lugar do Senhor. A direção de Deus é sempre melhor do que a nossa. Muitas vezes, achamos que sabemos mais do que o Senhor ou que nossa decisão é superior. Isso é uma grande bobagem. A escolha do Senhor para nossas vidas sempre supera nossas expectativas, mesmo quando não entendemos.

A história de Isaque nos ensina que a obediência a Deus não significa ausência de problemas. Isaque enfrentou dificuldades na terra onde Deus o mandou. Ele teve conflitos com Abimeleque, o governante da região, e problemas com os filisteus, que começaram a invejá-lo por causa da prosperidade que Deus derramou sobre ele.

Mesmo diante das adversidades, Deus prosperou Isaque. Essa prosperidade atraiu inveja e atitudes hostis daqueles ao seu redor. Quando obedecemos à direção de Deus, precisamos entender que problemas podem surgir. Isso não significa que a direção do Senhor estava errada. Ele continua cuidando de nós e abençoando-nos em meio às dificuldades.


E aí, irmãos, nós chegamos no capítulo no versículo 17. Eu queria que você lesse junto comigo Gênesis 26:17. Olha só o que a Bíblia nos diz: "Então Isaque saiu dali e se acampou no Vale de Gerar, onde habitou, e tornou Isaque a abrir os poços que se cavaram nos dias de Abraão, seu pai, porque os filisteus os haviam entulhado depois da morte de Abraão, e lhes deu os mesmos nomes que seu pai já lhes havia posto."

Cavaram os servos de Isaque no vale e acharam um poço de águas nascentes ou de água nascente. Então, o que aconteceu? Isaque estava ali naquela terra. Deus começa a abençoar a vida dele. Os filisteus começam a ficar com inveja da vida dele, e a Bíblia diz que eles começam a entulhar, ou seja, a tampar os poços que tinham sido cavados na época do pai de Isaque, de Abraão, quando Abraão também passou por aquela terra.

E aí, irmãos, aqui no versículo 17. A Bíblia diz então que Isaque vai acampar nessa região, no Vale de Gerar, nesse lugar específico. E ele começa a desentulhar os poços que tinham sido cavados na época do pai dele, de Abraão. E como eu disse, Isaque era uma figura de ser o filho da promessa. Então, irmãos, havia uma esperança na vida dele de ser aquele que continuaria a promessa do Senhor dada a Abraão.

Mas quando Isaque estava nessa região de Gerar, ele teve, de fato, a oportunidade, irmãos, de dar continuidade ao cumprimento dessa promessa. Porque, pensa comigo, é difícil a gente ficar pensando naquilo que não está lendo o texto. Mas imagina se Isaque não tivesse obedecido ao Senhor? Uma coisa a gente tem certeza: a história teria tomado outro contorno. Deus, na soberana vontade Dele, chegaria no plano Dele, mas não teria sido dessa forma.

E existia um propósito muito claro de Isaque estar ali naquela região. E a Bíblia diz que nesse momento ele obedece, que ele já estava obedecendo à direção do Senhor em todos aqueles pontos que Deus veio trazendo para ele. Mas, nesse momento, ele vai lá e começa a desentulhar os poços que os inimigos tinham entulhado, que eram os poços cavados por Abraão.

E quando a gente olha com um olhar um pouco mais natural para isso, nesse lugar, no Antigo Testamento, os poços eram de grande importância, porque tinham um papel determinante para que um povo, para que as pessoas se estabelecessem num determinado lugar. Era fundamental para um povo. Irmãos, assim como hoje para nós, é fundamental ter acesso à água.

Ninguém vive sem água, não tem como. E naquele tempo não era diferente. Só que, diferentemente de hoje, os recursos ali não eram tão simples de captar. Não era igual para nós hoje, que abrimos uma torneira e temos água, abrimos um chuveiro e temos água encanada e potável. Não era tão simples assim.

Então, ter um poço nesse contexto era um sinônimo de vida ou morte, não só para as pessoas, mas para tudo o que elas tinham: alimentação, animais, todo o contexto natural. As pessoas não sobreviviam sem água. Então, os poços não eram apenas uma estrutura funcional, mas literalmente uma fonte de vida para que as pessoas pudessem continuar morando numa determinada região e cuidando dos seus bens, dos animais.

Agora, imagine comigo, naquele contexto natural, o tanto que seria difícil para um povo. Para uma pessoa já seria difícil, mas imagine um grupo atravessando uma região desértica, sendo que a água era um recurso precioso. Atravessar esse lugar sem acesso à água, sem acesso àquilo que era fonte de vida, era inviável.

Um poço não era só um buraco no chão com um pouco de água para beber. Ele era sinônimo de vida e de morte. Achei interessante, estava lendo sobre isso. Eu não conhecia uma região desértica, mas ouvindo uma pessoa que conhece falar sobre isso, ela explicou a diferença entre os poços e as cisternas no contexto bíblico.

A cisterna era um buraco escavado para captar água da chuva. Quando chovia, a água enchia aquele lugar, ficando represada. Já os poços eram escavados até chegar ao lençol freático, de onde vinha água corrente, chamada de "águas vivas". A cisterna era limitada, mas o poço, em teoria, fornecia água contínua.

Essa ideia das "águas vivas" nos remete a João 4:10, onde Jesus, conversando com a mulher samaritana, fala sobre a água viva que, ao ser bebida, saciaria para sempre a sede.

Lembre-se da história de Isaque. A Bíblia diz que os filisteus entulharam os poços cavados por Abraão. Quando um poço está entulhado, é impossível tirar água dele. Isaque, ao desentulhar os poços, permitiu que outros bebessem dessas águas.

No versículo 19 de Gênesis 26, os servos de Isaque cavaram até achar um poço de água nascente. Em João 4:14, Jesus diz: "Aquele que beber da água que Eu der, nunca mais terá sede; essa água será uma fonte a jorrar para a vida eterna."


Isso é interessante quando a gente pensa, irmãos, porque, quando tomamos essa atitude, temos, de alguma forma, não só a responsabilidade, mas, pela graça do Senhor, a capacidade de permitir ou de ser facilitadores para que outras pessoas também acessem essa fonte do Evangelho. De uma água viva, de uma água corrente, uma água natural que jorra para a eternidade. Por que jorra para a eternidade?

Porque essa água fala sobre salvação. Ela permite que outras pessoas bebam da mesma fonte que você. Olhe para sua vida, assim como eu olho para a minha, e pense: como você está diante dessa situação? Você tem conseguido ser essa pessoa que fornece água viva ou facilita para que outros bebam?

Começamos dentro da nossa casa, no nosso contexto de relacionamento familiar. As nossas atitudes e ações levam aqueles que estão ao nosso redor a também beberem dessa fonte, a terem acesso ao Evangelho. Ou o seu testemunho, a sua forma de ser e agir, está impedindo que as pessoas tenham acesso a essa verdade?

Isso é muito sério, porque temos responsabilidade sobre isso. Não só dentro de casa, mas onde estamos inseridos. Gostemos ou não, é nossa responsabilidade. As nossas atitudes podem facilitar ou interferir negativamente para que as pessoas tenham acesso a esse lugar. Deus nos leva, como uma comparação, a essa terra de Gerar, para que possamos desentulhar poços e cavar outros.

A Bíblia diz que Isaque não só desentulhou os poços que haviam sido entulhados, mas também cavou outros poços. Ele procurou outro lugar que pudesse ser uma fonte de água para servir ao povo. Lugares e situações indesejadas por nós, muitas vezes, são oportunidades para que o Reino de Deus se expanda.

O Senhor, às vezes, nos coloca em situações desagradáveis e desconfortáveis que, à primeira vista, não fazem sentido, mas que Ele permite para que o Reino se expanda. Se o Senhor está te dando essa oportunidade, mesmo em meio a dificuldades, entenda que o Reino do Senhor pode ser expandido naquele lugar.

Quando enfrentamos situações difíceis em casa, no trabalho, em relacionamentos ou em outros contextos, isso pode ser uma oportunidade para que o nome do Senhor seja glorificado.

O nosso olhar muitas vezes se fixa negativamente em uma direção, sem perceber que Deus está nos dando uma oportunidade de expandir o Reino. Se você está aqui hoje, de alguma forma, você tem bebido dessa fonte de água viva. Você tem tido acesso ao Evangelho e a um caminho de salvação. Mas há pessoas à nossa volta, na nossa casa, na nossa comunidade, que também precisam desse acesso.

Deus não nos chama apenas a beber das águas do poço, mas também a desentulhá-lo para que outros possam beber. Às vezes, nem somos nós mesmos que beberemos dessa água, mas somos chamados pelo Senhor para que outros tenham acesso a ela.

Toda e qualquer circunstância da nossa vida deve nos levar à propagação do Evangelho. Seja em momentos bons ou difíceis, em situações de adversidade ou em lugares desérticos, todas são oportunidades para que o Evangelho alcance outras pessoas.

Vivemos em um contexto onde a água limpa está sendo contaminada. Os poços estão sendo entulhados diante de nós. A todo momento, ouvimos bobagens e absurdos, até mesmo de pessoas que aparentemente pregam as Escrituras, mas que estão fornecendo água suja. O Senhor nos chama a filtrar essa água, a desentulhar os poços, para que as pessoas tenham acesso ao Evangelho puro e verdadeiro.

O Senhor nos chama a ser como Isaque, obedientes à direção de Deus, para que outros acessem a Jesus. Assim como nós somos peregrinos em uma terra que não é nossa, o Senhor nos colocou em nossos contextos de vida para que sejamos facilitadores do acesso ao Evangelho.

Reflita: você é como Isaque, que desentulha poços, ou como os filisteus, que entulham e impedem o acesso às águas puras? Muitas vezes, estamos no papel dos filisteus, bloqueando o acesso ao Evangelho para outros. É preciso observar nossas ações e perguntar se estamos facilitando ou impedindo o acesso ao Reino.

Abra sua Bíblia em João 4. Na narrativa da mulher samaritana, vemos Jesus revelando verdades sobre sua vida. Após receber essa revelação, a mulher não se conteve e foi compartilhar isso com outros, dizendo: “Venham ver um homem que me disse tudo o que tenho feito. Será que ele não é o Cristo?” E as pessoas saíram da cidade para ir até Jesus.


Será que ele não é o Cristo? Será que Ele não é aquele a quem nós esperamos de alguma forma, irmãos? E é interessante porque, quando você tem acesso à água viva, às fontes verdadeiras do evangelho, você é impulsionado a levar isso para outras pessoas. Quando você encontra isso no Senhor, há um sentimento bom.

Se não há, precisa haver um sentimento dentro de mim e de você que nos impulsione a levar isso para os outros. É impossível beber de uma fonte de água pura e verdadeira e não querer que outras pessoas bebam também. Eu costumo dizer que, quando você realmente recebe o Senhor dentro de si, é como ganhar algo tão maravilhoso, um presente tão único e especial, que você com certeza vai querer compartilhar, pelo menos com as pessoas próximas a você, com aqueles que você ama dentro da sua casa.

As pessoas próximas, seus amigos. Não tem como beber dessa fonte natural e não querer compartilhá-la com outros. Mas desentulhar esses poços, como Isaque fez, não é uma tarefa fácil. Com certeza deu muito trabalho para ele. Quando seguimos a história, vemos que Isaque começou a desentulhar os poços, encontrou água, mas teve problemas com os filisteus. Então, foi para outro lugar, cavou outro poço, encontrou água novamente, mas os filisteus vieram criar contenda. Ele repetiu o processo várias vezes, até encontrar um lugar definitivo.

Cavar poços dá trabalho, irmãos. Desentulhar esses lugares de acesso ao evangelho, tanto em nossas vidas quanto nas dos outros, exige esforço. Você vai precisar gastar tempo. Isaque peregrinou muito naquela terra, mas permaneceu até cumprir tudo o que o Senhor lhe havia designado.

Em nossas vidas, no contexto natural em que vivemos, devemos cavar os poços até o momento em que o Senhor nos leve para outro lugar ou situação. Mesmo que alguém feche um poço ou tente roubar aquilo que você conquistou, continue cavando. Não desista de dar acesso às pessoas a Cristo. Não permita que elas deixem de beber dessa água.

Isaque foi perseverante em obedecer ao Senhor. Ele permaneceu até encontrar o lugar onde construiu um altar ao Senhor. Assim, devemos continuar cavando nossos poços até que o Senhor nos leve ao nosso lugar definitivo. Assim como Isaque, somos chamados a desentulhar e cavar novos poços, permitindo que as pessoas tenham acesso à água limpa e verdadeira, que é Jesus.

Isso começa dentro de casa, na nossa família, no contexto natural. Talvez você esteja sendo chamado para ajudar alguém próximo a desentulhar os poços de sua vida. Às vezes, somos levados a ajudar outras pessoas, mesmo enquanto enfrentamos nossos próprios desafios. Não espere que tudo esteja perfeito em sua vida para ajudar o próximo.

Sempre haverá problemas, mas isso não deve impedi-lo de olhar ao redor e ajudar alguém. Talvez você seja a resposta que alguém precisa, assim como outros podem ser a resposta para você. Esse é o papel da Igreja, do corpo de Cristo: ajudar uns aos outros, construir poços de água limpa para que todos possam beber e crescer juntos como um só corpo.

No início do ano, Juliano compartilhou diretrizes sobre levar acesso às pessoas. Busque dar acesso a pelo menos uma pessoa para beber da água limpa de Cristo. Pense nas pessoas que já estiveram próximas, mas que talvez precisem de ajuda para desentulhar seus poços e voltar a ter acesso à água viva.

Somos chamados a ser como Isaque, a cavar poços e permitir que outros tenham acesso a Jesus. Amém.

Glória a Deus!

Amém. Feche seus olhos.

Quando recebemos uma palavra ou revelação das Escrituras, tornamo-nos responsáveis por ela. Um dia, o Senhor cobrará aquilo que ouvimos e recebemos. Ele não cobrará além do que recebemos, mas sim o que fizemos com aquilo que nos foi dado.

O Senhor nos chama para alcançar as pessoas, para que elas tenham a oportunidade de beber da mesma fonte limpa que nós bebemos. Não podemos ser egoístas com as porções que recebemos de Jesus.

Aquela mulher à beira do poço teve uma conversa com Jesus que mudou sua vida e a das pessoas ao seu redor. Quantas conversas temos com Jesus diariamente? O que estamos fazendo com os poços diante de nós?

Talvez você sinta que seus próprios poços estão entulhados ou contaminados. Mas, nesta manhã, eu declaro que você tenha acesso às águas limpas e que elas possam jorrar de dentro de você.

Que o Senhor o encha ao ponto de transbordar, para que outros possam beber dessa fonte.


Mensagem ministrada na Comunidade de Cristão Betesda na manhã de domingo em 19 de janeiro por Alehandro Henrique

 
 
 

Comentários


SOBRE NÓS

Somos uma igreja que testemunha Jesus, que anseia e usufrua da sua intimidade, que busca viver verdadeira comunhão e que aguarda com expectativa sua segunda vinda.

LOCALIZAÇÃO

(62) 98249-6230

 

Rua C-158 Nº 626 Quadra 298 Lote 16 - Jardim América, Goiânia - GO, 74255-150

 

contatocomunidadebetesda@gmail.com

CONECTE-SE CONOSCO
  • Spotify
  • Youtube
  • Grey Facebook Icon
  • Grey Instagram Icon

Todos os direitos reservados © 2020 - Comunidade Betesda. Site criado por Agência Gravidade

bottom of page